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terça-feira, 24 de agosto de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (16)

VICTORIA ESTEFÂNIA

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Comprimento convés – 24,87 m


Boca – 5,97 m


Calado – 2,36 m


Tonelagem – 84 t


Area Vélica – 385 m2


Motor – Cummins 315 hp com 6 cilindros


Bow thruster – 30 hp


Velocidade máxima – 11,5 nós


Velocidade de cruzeiro – 9 nós


Autonomia – 4,300 milhas náuticas


Construção – 1988


Refit – 2002/2003


Arquitecto – Don Brooke


Estaleiro – I. S. Marine, U.S.A.


Casco em aço e superstruturas em alumínio.

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Equipado para cruzeiros com o dono e convidados, possui diversos equipamentos que proporcionem uma viagem agradável e a prática diversos desportos náuticos durante as escalas.
A plataforma de ré está devidamente equipada para a pesca de corrico, nomeadamente a denominada big game fishing.
O interior é muito clássico , dominado por boas madeiras e pelo bom gosto.

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Texto - João Carlos Fraga

Fotos - Leandro Martins / Luís Correia

16 e 18 de Agosto de 2010

domingo, 28 de março de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (15)

PRAIA DE SANTA CRUZ

Princípio dos anos 60. (Bikini proibido, cabelo à Brigitte Bardot e óculos de sol à Greta Garbo). Areia dourada pela gráfica que fez o postal. Na doca Funchal, Cedros, patrulha e Ponta Delgada. Á esquerda do chapéu-de-sol: São Gabriel, Janeirinha (com casario amarelo) ambas usadas no abastecimento a navios, e Hortênsia. O zebro era da Marinha.
Postal de colecção particular.
João Carlos Fraga

quinta-feira, 4 de março de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (14)

ARRANDOR

Viagem transatlântica documentada em filme exibido em diversas cadeias de TV.
Chegou da Bermuda a 29.05.2003. Partiu quase um mês depois rumo às Scilly e Suécia.

Foto ao Largo da Horta - José Manuel Fraga

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Comprimento - 4.32m
Boca - 1,66m
Calado - 0.50m
Motor - 2.50 hh
ton. - 0.70 t
Aparelhação - yawl
Skipper - Sebastian Naslund
Pavilhão - Suécia
Horta em Junho 2003

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Atracado no Pontão C - João Carlos Fraga

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (13)

CAFÉ SPORT

Eleito o melhor bar para marinheiros da Terra em Dezembro de 2009, mais de noventa anos de portas abertas ao Mundo.
No dia de Natal de 1918, Henrique Azevedo inaugurava o Café Sport, aquele que viria a ser um marco incontornável na história mundial do iatismo oceânico.
Passou pelos ciclos dos navios a carvão, dos hidroaviões nas suas aventuras e, posteriormente, viagens transatlânticas, etc.
Acabadas as noites de blackout da 2ª Guerra Mundial, o Café Sport transformou-se na base das tripulações dos rebocadores holandeses de alto mar.
É na década de 50 que os yachts recomeçam a visitar o Faial e que o Café Sport principia a ganhar uma dimensão sem paralelo.
Hospitalidade foi o mote e passou a ser o porto de abrigo para os iatistas, então conhecidos por aventureiros, que aqui faziam escala.
Pelo Natal de 1968 iniciou-se o cinquentenário deste café.

Um ano em que se fizeram e solidificaram amizades, várias das quais ainda perduram.
E em Maio de 2009, John Guthrie, um dos grandes amigos desse ano “de ouro” e agora ancorado em Mayotte, escrevia um longo email do qual transcrevo algumas linhas que retratam o ambiente que, então, reinava no Café Sport:
“…recordo-me do pequeno e querido “Askadill” atracado ao cais em frente do Posto da Guarda Fiscal, a água tão transparente que podíamos ver o fundo mesmo à noite, quando nos sentávamos na beira do cais a beber copos de verdelho, ou de vinho tinto do Pico carregado de tanino, depois do Sr. Henrique nos ter feito sentir, delicadamente, que já tínhamos bebido o suficiente para uma noitada das boas.

Tenho a certeza que dentre os milhares de marinheiros que visitam a Horta todos os anos, a bordo dos seus yachts, muitos deles sentem o mesmo afecto que nós sentimos antigamente…contudo, estou igualmente seguro de que fomos uns afortunados por termos conhecido o “velho” Café Sport e as pessoas, muito especiais, que se sentavam naquelas cadeiras em castanho à volta das mesas com tampo de mármore … quantas eram, 6 ou 8, não me consigo lembrar… enquanto o Peter se atarefava atrás do balcão e o Sr. Henrique passava por uma sonolência enquanto a cinza do seu cigarro se alongava perigosamente.”

(Despedida do “Bona Dea”)

O “Al Naïr” aparelhou de madrugada.

( Chegada do “Peloha”)

John Guthrie e o seu verdelho, com Alberto Peixoto

à sua direita o único cliente do Café Sport

que ganhou o estatuto de poder tomar

o seu copo por detrás do balcão.

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Pesquisa e texto - João Carlos Fraga ©

Fotos - Colecção Privada - JCF

domingo, 21 de fevereiro de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (12)

DANIEL GILARD

"Diaphoirus atracado por bombordo ao "Aildée"

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Daniel Gilard arriba ao porto da Horta no Verão de 1969 a bordo do “Diaphoirus”, veleiro do tipo Muscadet construído em contraplacado com 6,5m de comprimento.
Com 18 anos foi o navegador solitário a chegar à Horta até essa data, pelo menos.
Foi assíduo cliente do Café Sport de … cigarros Triunfo (Sem filtro, por favor!).
Regressa a França, abandonando a ideia de velejar até aos Estados Unidos.
2 anos mais tarde, faz Bretanha / Terra Nova e volta a bordo do mesmo veleiro e em solitário, realizando o seu projecto transatlântico.
É em 1977 que Daniel Gilard aparece como marinheiro de regatas oceânicas, ganhando a 1ª edição da Mini Transat no percurso Inglaterra / Canárias / Antigua, a bordo do “Petit Dauphin” (um Serpentaire). Organizada pelo inglês Bob Salmon, esta foi a grande estreia para a Classe Mini.
Em 1979, entra na Transat-en-Double a bordo de um monocasco Wasa, tendo feito escala na Horta para reparar avarias.
Feito isto, e quando chegaram umas cervejas frescas desembarcadas de uma traineira, o Daniel a recordar a sua estreia oceânica enumerando os amigos que por aqui tinha feito.

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DG com t-shirt às riscas no poço do "Diaphoirus"

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No Outono participa noutra Mini Transat, abordo de um Dufour T7, também chamado “Petit Dauphin”, classificando-se em 3º lugar.
A Route des Alamadies, ou seja da 1ª la Baule/Dakar em 1980, é a estreia de Daniel Gilard nos multicascos.
Tinha comprado o “Olympus Photo” a Mike Birch, que lhe fazia a passagem de testemunho durante esta prova. Rondou a bóia de controlo na Horta em 2º lugar.
Em 1981,quando as proas do trimaran amarelo, então chamado “Brittany Ferries FR”, dobraram a ponta da doca, vinha para uma visita ao Faial, aos amigos e recordar a sua 1ª escala neste porto.
E foi durante uma reunião de amigos comuns, estava no mar a La Baule-Dakar 1987, que chegou a notícia do seu desaparecimento de bordo do catamaran gigante “Jet Services V” nos mares de S. Miguel.

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Pesquisa e texto - João Carlos Fraga ©

Fotos - Colecção Privada - JCF

sábado, 20 de fevereiro de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (11)

OLYMPUS
(ex “Olympus Photo”, “Brittany Ferries, FR”…)

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LOA – 46’
Arq.- Dick Newick
1979/1980
Construção – West System


Muito semelhante ao “Three Cheers” de Mike McMullen, foi projectado para o canadiano Mike Birch que se classificou em 3ª lugar na OSTAR 1980.
No mesmo ano é vendido a Daniel Gilard que Mike Birch inicia nas lides dos multicascos durante a La Baule/Dakar desse ano.
Mais tarde, os seus destroços foram recuperados por Diocleciano Silva e o Olympus transformou-se num dos multicascos emblemáticos nos Açores.

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Mais sobre este trimaran nos blogues:

http://peixagulha.blogspot.com/2007/01/olympus-um-dos-barcos-da-minha-vida.html

http://utrimaran.blogspot.com/2008/07/o-olympus-e-o-z-lopes-hoje-lembrei-me.html

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Pesquisa, texto e fotos - João Carlos Fraga ©

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (10)

BIG GAME FISHING


O Big Game Fishing iniciou-se oficialmente, a nível Açores, em Ponta Delgada, no início dos anos 50 com a chegada da lancha “Furnas”, construída na Madeira.
No Verão de 1964 e no decorrer da sua 2ª “expedição” aos Açores, o Cor. Pierre Clostermann vem pescar nos mares do Faial a bordo desta embarcação.

Nos últimos anos da década de 70, Ricardo M. Madruga da Costa, presidente da Comissão Regional de Turismo, traz à Horta o conhecido pescador e jornalista inglês Trevor Housby. A bordo da “N. Sra. Das Alfândegas” (actual “Maria José”) comandada por Eddy Briant e equipada com uma “fighting chair” artesanal, iniciam-se 2 ou 3 campanhas de prospecção sobre o potencial dos nossos mares para o big game fishing. Deste esforço, ao qual se juntou a Pescatur, resultaram muitas capturas de tubarões e atuns. À noite, junto ao churrasco do Vitório, o Trevor confidenciava: “Os grandes peixes estão a chegar”.
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Realmente nos anos 80 os espadins azuis e os brancos fizeram a sua aparição em força, para além de outro peixes raramente vistos por aqui. Atrás deles vieram os grandes pescadores, armadores, jornalista e tripulações de profissionais bem cotados com embarcações do mais sofisticado.

Ao desembarcar de uma saída em que foram capturados 6 espadins azuis, Tony Arruza declarou:
Isto não é pesca, é guerra. Para quem mora em Miami…
Os recordes europeus e mundiais começaram a aparecer. Horta é um nome muito frequente no World Record of Game Fishes, edição IGFA, sobretudo no início dos anos 90.
Por exemplo Leo Clostermann, armador do Double Header “distrai-se” a acrescentar recordes vários, à sua longa lista, nomeadamente espadins azuis com linhas de 8, 12 e 6 lbs.
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Um espadim azul com 1.146 lbs., o 1º grander, é pescado por Lawrence Furman com linha de 50 lbs em 1991. Em 93 é a vez de Jacky Delbrel capturar outro espadim azul, grander com 1.198 lbs, com linha de 80 lbs.
Embora os espadins azuis fossem um dos peixes mais ambicionados, o mar fervilhava de outros troféus: espadins brancos, atuns incluindo rabilhos (bluefins) enormes, spearfish, tubarões, wahoos, espadartes, etc.

1996 foi um ano de elite. Delbrel volta a marcar pontos com um rabilho de 453 kg abordo do “Shangai” e Jeanine F. Legrand bate-se a dois recordes femininos de rabilho no “Torero” e em dois dias consecutivos.
Joseph Franck, quiçá o armador que fez mais escola no Faial, bateu-se pela política do tag and release, isto é: marcar o peixe e libertá-lo. Aliás não era o único a ter essa opinião e esta prática transformou-se num procedimento normal.
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Entretanto, alguns armadores locais tinham-se lançado nesta aventura e a presença de grandes profissionais, de todo o mundo, criou uma elite de faialenses na área do Big Game Fishing
Infelizmente os grandes peixes começaram a rarear e a frota de luxo com base na Horta procurou outros pesqueiros. “Bandit”, “Torero” “Andromeda”, a parelha “Madam” e “Hooker “, “Cepheus”, etc. partiram.

Depois de anos menos bons, embora não pareça que o porto da Horta venha a recuperar a sua aura das grandes pescas, continuam por aqui alguns barcos dos quais, pelo menos, dois o “Habitat” e o “Dois Peixes” (ex-“Double Header”) pertencem a armadores locais.
Para além disso o “Xácara” continua por cá, e o “Brasília” e o “Makaira” juntaram-se à nossa frota.
As pescas têm melhorado. Mais peixe e grande profissionalismo das tripulações são factores determinantes para as grandes pescarias.
Quase podemos dizer que os bons dias estão de volta.

Texto - João Carlos Fraga

Fotos - Aurélio Vieira / Luís Correia

25/11/2009

21/01/2010

25/01/2010

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (9)

JESSICA (ADIX)

foto - Manuel Hernández Lafuente

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LOA: 61,80m


LWL: 42.00m


Boca: 8,60m


Calado: 3,90m


Ton.: 378 Ton

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Arquitecto Naval: Arthur Holgate
Interiores: John Munford, incluindo peças recuperadas de alguns yachts históricos
Estaleiro: Astillero Mallorca, 1984
Aparelho - Escuna de 3 mastros em alumínio com cerca 40m (colocados em Inglaterra Powell Masts e retrancas em madeira por Spencer)

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Área Vélica: 1.391 m2 (Ratsey and Lapthone)
Winches especiais fabricados por Lewmar
Motor: 1 GM12V71 de 650 hp
Cap. Combustível: 30.000 l
Vel. Cruzeiro: 10.2 nós
Skipper: John Bardon
Tripulação: 13

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Escala na Horta em Maio de 1985

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D. Carlos Perdomo tinha sido armador de vários yachts, tendo o Jessica sido precedido pelo prestigiado América, réplica do vencedor da taça que veio a denominar-se América's Cup e que é o troféu disputado há mais anos, desde 1851.
Não era a sua 1ª visita à Horta, de onde guardava boas recordações,inclusive de alguns conhecidos e um amigo, o schrimshander Othon Silveira que era o artista da área com maior número de peças na rica colecção deste multi-milionário argentino. Quando conversámos sobre este pormenor, bem destacado na decoração do Jessica, explicou que, para além da amizade, considerava o Othon um dos melhores executantes do mundo nesta arte naïf (que já foi abastardada por muitos, no meu entender).

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Normalmente passava cerca de 11 meses por ano a bordo do seu veleiro magnífico, cujo salão tinha capacidade para receber 50 convidados, dentre os quais se contava o seu amigo, D. Juan Carlos rei de Espanha.
Por outro lado,podia isolar-se na sua área, provida de todos os confortos e que permitia ao casal Norma e Carlos Perdomo uma grande privacidade. Nesta área tinha o seu arsenal de armas de caça grossa, todas custom) do qual era adepto. No Verão desse ano de 1985, com as necessárias autorizações, ia tentar abater um urso branco, o último troféu que lhe faltava.
Apesar das suas linhas clássicas, o "Jessica" era muito rápido atingindo, frequentemente, os 20 nós. Na viagem de Fort Lauderdale até ao Faial, a média das singraduras foi de 277 milhas/dia e isto com ventos que rondaram F3/4.

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Actualmente chama-se ADIX.

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Fotos na Horta, Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (8)

--» DOIS NAVEGADORES SOLITÁRIOS SUECOS
--» DOIS BARCOS
--» DUAS VIAJENS

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MARTHA II
Comprimento fora a fora……6,30 m
Comprimento linha de água...5,25 m
Boca…2,60 m
Calado…0,45/1,20 m (com tábua de bolina descida)
Área vélica….17,2 m2 mais Genoa ligeira com 21m2
Lastro ...700 Kg de ferro e cimento distribuídos em 2 tubos de PVC
Desenho e construção – Lars Rehn
Àgua...125 l - Motor de popa.

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Lançado à agua em 1978, dois anos depois do início da sua construção.
Lars Rehn tentou aproximar o desenho do seu barco da forma de ovo, que tem resistência estrutural mais forte.
O poço central, coberto por painéis solares e onde se encontra centrada toda a manobra, dá acesso a duas cabines. A da proa tem dois beliches e uma mesa. Na da popa estão a mesa de navegação e a cozinha.
Depois de um cruzeiro no Báltico, fez a sua primeira viagem às ilhas Faroe, conhecidas pelas suas tempestades.

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Em 1984 parte para Inglaterra e, daí, para a Madeira.
Nos finais do Inverno de 84/85 tenta chegar à Horta, mas é forçado a arribar à Madeira depois de uma curta passagem por S. Miguel.
Na Primavera de 1986 chega à Horta de onde parte para a Suécia, passando pelo Norte da Escócia.
Segundo ele foi uma viagem sem problemas, para além do frio, e regressou ao seu trabalho de recuperação de delinquentes juvenis.

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Thomas Hocke e Lars Rehn

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TAI FUN
Contessa 32
Comprimento fora a fora…….7,77 m
Comprimento linha de água….6,40 m
Boca…………………………..2,29 m
Calado……………………..…1,22 m
Lastro………………………...1.220 kg
Área Vélica………..………….20,81m2
Projecto de Jeremy Rodgers / David Sadler (inspirado no Folkboat)

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Dar a volta ao Mundo era a obsessão de Thomas Hocke e o Contessa 32 Tai Fun foi o veleiro que lhe permitiu tal viagem.
Em Julho de 1981, Thomas zarpou da Suécia e, durante 4 anos, navegou até à Austrália, via Canárias, Cabo Verde, Antilhas, Panamá, Galápagos, Polinésia e Nova Zelândia.
Depois de ganhar algum dinheiro, parte para o mar da Tasmânia e daí atravessa o Índico (o percurso mais perigoso da sua viagem) rumo a Capetown. Seguem-se Santa Helena, Horta e o regresso à Suécia.
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Duas viagens e histórias diferentes, mas o mesmo espírito de aventura a bordo de embarcações pequenas.

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--» DOS NAVEGANTES SOLTARIOS SUECOS
--» DOS BARCOS
--» DOS VIAJES

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MARTHA II
Eslora total……….6,30 m
Eslora flotación…..5,25 m
Manga......2,60 m
Calado....0,45/1,20m (con la orza 100% abatible)
Superficie vélica....17,2 m2 mas génova ligero con 21 m2
Lastre.....700 Kgs de hierro y de cemento distribuidos en dos tubos de PVC
Concepción y construcción de Lars Rehn.
Agua...125 l - Motor fueraborda.

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Botado en 1978, dos años después de iniciarse su construcción.
Lars Rehn intentou que las lineas de su barco se aproximassen, lo más possible, de las de un huevo que tiene la forma estrutural más resistente de la Naturaleza.
La bañera central, con una cubierta en que se encuentran instalados paneles solares y en la que se encontra centrada la maniobra,tiene accesso a dos cabinas. En la de proa se encuentra dos literas y una mesa y a popa la cocina y la mesa de cartas.
Las islas Faroe, famosas por sus tempestades, fueran su primero destino después de un crucero experimental por el Báltico.

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En 1984 parte hacia Inglaterra y desde ahí a Madeira.
Era ya las finales de Invierno 84/85 cuando Lars resuelve navegar hasta Horta, pero se ve obrigado a arribar a Madeira tras una rápida visita a S. Miguel.
En la Primavera de 1986 llega a Horta y desde aquí navega con destino a su casa en Suecia, por el Norte de Escocia.
Según nos escribe fue un largo viaje sin problemas, sino fuesse el intenso frio. Así volvió a su trabajo de rehabilitación de jóvenes delincuentes.

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TAI FUN
Contessa 32
Eslora total.............7,77 m
Eslora flotación......6,40 m
Manga.....................2,29 m
Calado.....................1,22 m
Lastre......................1.220 Kgs
Superficie vélica......20,81 m2

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Diseño de Jeremy Rodgers/David Sadler (de inspiración en los Folkboat)
Dar la Vuelta al Mundo era la obsessión de Thomas Hocke y el Contessa 32 “Tai Fun”serviu para llevarla a cabo.
En Julio de 1981, Thomas zarpó para una viaje que, durante cuatro años, le llevaria a navegar hacia Australia, via Canarias, Cabo verde, Antillas, Panama, Galapagos, Polinesia y Nueva Zelandia.
Despues de trabajar durante algún tiempo, parte hacia Tasmania, atravessa el Indico hacia Capetown, quizá el percurso más periculoso de su viaje. Desde aquí passó por Sta. Helena, Horte y volvió a Suecia.

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Dos viajes y historias distintas, pero el mismo espititu de aventura en dos embacaciónes muy distintas, pero las dos de escaso tamaño.

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Fotos, Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (7)

TAHITI DOUCHE
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Comprimento: 17,00 mts


Boca: 14,00 mts
Tonelagem: 2,67 T

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Projecto: Daniel Charles (belga) para o navegador francês Alain Gliksman.
Estaleiro: Starberry Ltd., Ipswich, Inglaterra
Método de construção – West System
Tipo de aparelho: escuna com mastros, sem brandais nem estais, e velas iguais, normalmente de área modesta, podendo serem içadas velas de proa.
Lançamento: Junho 1980.
Tipo de embarcação: Atlantic Proa ou Prao.
Dois cascos iguais, de secção oval e simétricos no sentido longitudinal.
Sendo de concepção Atlantic, os mastros estão no casco de barlavento, equidistantes das suas extremidades, possuindo este duas tábuas de bolina/lemes colocadas perto das suas proas/popas. O habitáculo e a carga máxima estão neste casco que possui uma saliência, o windward pod, que, para além de aumentar o espaço interior, serve como recurso de flutuação no caso de imprevisto e que o aparelho fique a sotavento. Quanto ao casco deste bordo, normalmente, é reservado para transporte de materiais leves.
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Posto isto, resta dizer que estas embarcações foram concebidas para não virarem de bordo, mas sim mudarem de rumo pela rotação das velas e alteração da configuração das tábuas de bolina/lemes. A que está no que vai passar a ser a popa é arriada completamente, passando o leme, situado na parte superior da mesma, a funcionar. O contrário passa-se com a que está na anterior popa que é subida até ficar só com a tábua de bolina a sair do fundo.
Desenhada para competições oceânicas, a “Tahiti Douche” estreou-se na primeira Course des Almadies ou La Baule/Dakar no Outono de 1980. Arribou à Horta com avarias nas tábuas de bolina/lemes, que foram substituídas, abandonou a prova e, ao que parece, a sua carreira transatlântica, embora tenha navegado mais alguns anos.
Foi o único veleiro deste género que chegou ao nosso porto.

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SOBRE PROAS OU PRAOS
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Estes veleiros têm origem no Pacífico, onde o casco “secundário” estava a barlavento. Daí se falar de Atlantic ou Pacific (ou Flying) proas ou praos.
O arquitecto americano Dick Newick foi o grande impulsionador da versão Atlantic, julgada mais segura.
Embora tenham sido efectuadas grandes viagens nas Pacific/Flying praos durante a colonização do Pacífico, corre entre os estudiosos desta grande civilização oceânica o rumor de que havia a bordo delas armas com que os tripulantes se matavam, uns aos outros, em caso de desastre longe de terra.
Assim Newick escolheu e desenvolveu esta fórmula quando desenhou a “Cheers” que, tripulada por Tom Folltet, ficou em 3ª lugar na geral da Observer Singlehanded Transatlantic Race em 1968.
Com um comprimento de 40’, e apesar das calmarias encontradas na zona dos Açores e de uma noite passada fora da meta esperando melhor visibilidade, a “Cheers” chegou a Newport, R. I:, 28 dias e meio depois de ter largado de Plymouth e sem avarias, num ano em que apenas 19 embarcações conseguiram terminar a prova.
Foi modelo para muitas outras embarcações do género, incluindo a “Tahiti Douche”.

Fotos, Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©

quarta-feira, 29 de julho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (6)

PORTO DA HORTA E OS SEUS MURAIS

As primeiras pinturas, de que me lembro, no molhe da Horta eram datadas do início dos anos 50 e, quase todas, obra das guarnições dos navios da Armada Nacional que por aqui estacionavam ou faziam escala.
As dos Patrulhas, geralmente, mostravam um desenho do mesmo, a sua identificação e a da tripulação que era pequena.
Depois foram surgindo outras, das mais diversas autorias e, hoje, as muralhas do porto e marina da Horta mostram uma profusão alucinante de formas, cores e mensagens numa evolução permanente.

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Sobre a lenda, mãe deste facto, muito se tem escrito, nos mais diversos idiomas e, ainda, por muito mais numerosos autores.
Talvez o desaparecimento do “Ariadne” na Primavera de 1967 tenha despoletado esta lenda. Embora tenha invernado no porto da Horta, o seu tripulante não deixou nenhuma “marca” do seu veleiro nos seus cais ou molhe.

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Remexendo em velhas fotografias, encontrei esta de 23 de Novembro de 1976 em que se destacam dois veleiros: o trimaran “Silmaril” e o elegante monocasco “Namoey”, ambos eles vítimas deste “fatal” destino reservado, pelo que dizem, aqueles que não respeitaram a lenda.

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O “Silmaril” era um dos projectos mais apreciados dos arquitectos “Bruce & Wilde”. Rápido e seguro, tinha comprovado as suas qualidades ao longo de milhares de milhas percorridas em regata ou em cruzeiro. Contudo, aparelha da Horta em Outubro desse ano sem deixar a sua “marca” e, para o espanto de todos, revira ao largo das costas da Irlanda, para onde navegava.

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Mais complicado foi o naufrágio do “Namoey” que velejava rumo a Halifax sob o comando do experimentado navegador solitário Eddy Bryant. Parafraseando um conhecido escritor, podemos dizer que o Eddy era um “americano tranquilo” e só isto fez com que regressasse ao Faial. Depois de acossado por violentos temporais do Atlântico Norte, o “Namoey” é rolado por duas vagas. Ao recuperar a consciência, o Eddy pensou estar cego, mas ao tentar avaliar a situação pelo tacto num barco inundado, recomeça a ver. O sangue que escorrera de um golpe na testa, ao secar tinha-lhe “selado” os olhos. No último momento, quando o yacht já começava a sua viagem para o fundo do mar gelado, foi salvo por um tanque que o desembarcou no Suez. Com um passaporte e um escasso punhado de dollars no bolso, desconfio que a seu regresso deve ter sido uma odisseia equiparável à do seu naufrágio.

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Mas também naufragam veleiros que pintaram no porto da Horta. Só me interrogo se a LENDA é mesmo lenda, ou se estes serão as excepções que confirmam a regra…
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Foto e Texto - João Carlos Fraga ©

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (5)

SEA BIRD

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Comprimento – 25’ (7,62 mts)


Yawl com velas quadrangulares.
O desenho original, cerca de 1900, é baseado nos barcos de pesca de fundo em V, os "skipjacks", de Chesapeake Bay na Costa Leste dos Estados Unidos.


A fim do "Sea Bird" adquirir condições de navegabilidade que permitissem travessias oceânicas, neste caso a do Atlântico Norte, a sua tábua de bolina foi substituída por uma quilha com lastro e equipado com um motor.
Estas alterações foram obra do Capt. Thomas Fleming Day, editor da conhecida revista náutica "The Rudder", e do famoso arq. naval Charles G. Mowers.


A viagem transatlântica em 1911 tinha duas finalidades:
- Provar que era possível construir um yacht capaz de arrostar tempestades oceânicas com pouco dinheiro e de fácil construção, mesmo para amadores;
- Chegar a Roma em 40 dias, o que implicava uma média de 100 milhas por dia, a tempo de assistirem a uma prova de motonáutica, acontecimento que devia ser pouco frequente nessa época.

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Tripulação: Capt. Thomas F. Day (skipper) e mais 2 tripulantes.


Aparelharam de Newport R.I. e, depois de uma viagem mais complicada do que esperavam devido a condições meteorológicas atípicas no Atlântico, fizeram escala no porto da Horta.
Trinta e sete dias depois de terem largado dos Estados Unidos, chegaram a Gibraltar, portanto demasiado tarde para assistirem à prova de motonáutica.


Na noite de 18/2/1912, durante uma reunião em que foi homenageado, o Capt. Thomas F. Day ofereceu a bandeira que o "Sea Bird" tinha levado até Roma ao Huguenot Yacht Club, do qual era sócio.
Muito mais tarde, em 1969 e na Inglaterra, durante o jantar anual do OCC do qual era sócio, Frederick Thurber foi a estrela da noite com relatos muito interessantes sobre a travessia do "Sea Bird" até Gibraltar.

Um dos momentos mais interessantes do seu relato, de acordo com muitos dos presentes, foram os pormenores sobre a exiguidade das acomodações do "Sea Bird" (8’ x 6’ x 4’6" de pé direito) onde coabitaram toda a viagem.
Frederick Thuber faleceu em 1972 com 90 anos de idade.

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Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©

sexta-feira, 3 de julho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (4)

JESTER

Lenght: 26' (7,92 mts)


Folkboat modificado por Blondie Hasler, o convés foi modificado para uma super estrutura arredondada para obter um pé direito superior. Por seu lado o aparelho passou a ser de junco, com um leme de vento alterado a partir da fórmula de Ian Major.
Foi assim que participou na 1ª OSTAR (Observer Singlehanded Transatlantic Race) de Plymouth para Newport R.I. em 1960.
Eram 5 os participantes e o Jester ficou em 2º lugar com 48 dias de viagem.


O Jester foi um participante assíduo das OSTAR, mesmo depois da morte de Blondie Hasler, quando passou para o comando de Mike Richey já na edição de 1972.
A 1ª OSTAR foi ganha por Sir Francis Chichester a bordo do Gypsy Moth III, LOA 39' 7", com um tempo de 40D 11h 30m. No regresso de Newport o Gypsy Moth III esteve na Horta, sendo a 1ª vez que Sir Francis Chichester visitou este porto.


Estas fotos são de uma das várias passagens pela Horta, provavelmente em 1976. O barco-escola da fotografia é o Danmark.


Quanto ao Jester original, naufragou durante uma regata no Atlântico Norte, tendo sido construída uma réplica que continua a navegar.



Fotos e Texto - João Carlos Fraga ©

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (3)

BARCA "R.C.RICKMERS"

Foto - gentilmente cedida pelo Sr. Manuel Rodrigues

Construída no estaleiro AG Rickmers", Bremerhaven, Alemanha em 1906


Comprimento – 410’ 5"
Boca – 56’ 6"
Calado – 30’ 4"
Tonelagem – 14.745 t
Área Vélica – 6.045 m2 (40 velas)
Trip.- 45
Casco em aço.


Motor auxiliar a vapor com 1.160 hp que lhe permitia uma velocidade a 9 nós.


Considerada a 2ª maior barca do mundo, sendo a 1ª a "France II" com 418’ de comprimento. A viagem inaugural, em Abril de 1906, foi de New York a Saigão e volta.
Depois fez inúmeras viagens de longo curso, incluindo uma a Vladivostok em 1912 às ordens do Czar Nikolau II.
Durante uma dessas viagens, arvorando ainda o pavilhão germânico, fez escala no porto da Horta ao que se consta para víveres e abastecimento de carvão.
Em 1914, no início da 1ª Guerra Mundial, foi apreendida pelo governo britânico no porto de Cardiff, passando a chamar-se "Neath".
No dia 27 de Abril de 1917 foi afundada, quando procedia da ilha Mauritius com um carregamento de açúcar, perto do Fastnet fora da costa da Irlanda, por um dos mais eficientes submarinos alemães, o U66.
A companhia a que pertenceu, actualmente denominada Rickmers Group e fundada em 1831 em Bremerhaven, continua em actividade, inclusivamente com um serviço de porta-contentores.

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Porto da Horta e o Rickmers Group

Sagres (1) - Gravura de Luís Filipe Silva

Em 1916, e ao que dizem ilegalmente, foi apreendida no porto da Horta a barca de 3 mastros "Max", em viagem do Chile para Hamburgo na carreira do nitrato.
Esta barca que, antes se tinha chamado "Rickmer Rickmers", construída em 1896 no estaleiro AG Rickmers, tinha sido vendida a outros armadores em 1912 passando a chamar-se "Max".
Depois de ser apreendida pelo Governo de Portugal foi denominada "Flores" e cedida ao Governo Britânico como cooperação no esforço de guerra.
Quando regressou a Portugal, passou a chamar-se N.R.P. "Sagres" tendo feito uma carreira gloriosa como navio escola, a qual culminou em 1958 com a vitória na "Cutty Sark Tall Ship Race".
Foi abatida ao serviço em 1962, sendo vendida em 1983 à associação alemã "Windjammer für Hamburg e.V.".
Nesse mesmo ano deu entrada no porto de Hamburgo e, depois de restaurada, voltou a chamar-se "Rickmer Rickmers" e é barco museu nessa grande infra-estrutura portuária do norte da Alemanha.

Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©

sábado, 13 de junho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (2)

MARIETTE, STEALTH e ALTITUDE

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Três yachts famosos atracados juntos na Marina da Horta não é coisa rara, com o "Altitude" a servir de 2º plano à escuna "Mariette" e ao sloop "Stealth" embora este, fazendo jus ao seu nome que vem da adjectivação do F111, quase não se veja. Em classes diferentes, estes são 2 dos yachts mais admirados nos campos de regata mais famosos do Mundo.


"Mariette"

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Comprimento – 42,05 m
Boca – 7,20 m
Calado – 4,80 m
Ton. 165 t
Área vélica – 1.033 m2
Casco em aço.
Mastreação em madeira.


Projecto do norte-americano Nathaniel G. Herreshoff, que se inspirou nas escunas rápidas que se dedicavam à pesca nos Grandes Bancos a partir de portos do leste dos Estados Unidos.
Construída em 1915 estaleiro Herreshoff USA para o comerciante de Boston J. Frederick Brown que foi seu proprietário até 1927.
Nesse ano foi comprada por Francis B. Crowninshield que lhe mudou o nome para "Cleopatra’s Barge 11" em homenagem ao barco da sua família com o mesmo nome, considerado o 1º yacht de alto-mar americano e que fez escala na Horta em 1817.
Dentre os vários armadores que mantiveram o seu esplendor, o penúltimo foi Tom Perkins ainda mais famoso por ser o dono do "Maltese Falcon".

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"Stealth"

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Comprimento – 28,20 m
Boca – 6,10 m
Calado – 5 m
Altura do mastro – 38 m
Área vélica – 420 / 720 m2


Projecto do arquitecto argentino German Frers, de 1996, para o magnate italiano Gianni Agnelli.
Exceptuando o convés em teca, na sua construção foram utilizados materiais hi-tec desde o carbono, que na versão 3DL foi usado nas velas que, também, são pretas, ao titânio.
O interior é espaçoso, oferecendo o conforto minimalista de um daysailer.
Pouco tempo depois de assumir o comando do "Stealth", Carlo Castelli declarava já ter atingido os 24 nós, embora o limite potencial deveria ser de 30.
A família de Gianni Agnelli manteve o "Stealth" que pertence aos bisnetos John e Karl Elkann.

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Texto - João Carlos Fraga ©

Fotos - Luís Correia ©

terça-feira, 2 de junho de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF

NOVA ESPERO

O yawl de 20' inglês "Nova Espero" na Horta em 1951 durante a 2ª travessia do Atlântico Norte. A bordo encontra-se um dos irmãos T. Smith, provavelmente o Stanley, e o piloto João Faria da Silveira que foi um apoiante do iatismo internacional no porto da Horta.


Em 1949 os irmãos Stanley e Colin Smith atravessaram o Atlântico Norte a bordo do "Nova Espero", incompleto por falta de fundos para tal. Além de outro aparelho, improvisaram um roof com um dinghy de quilha para cima.


Por detrás do yacht, pode ver-se a lancha "Atlântida" da Alfândega da Horta, a "Victória" da ELP, de construção inglesa e ainda com pano, e a "Thistle" também inglesa e ao serviço da Fayal Coal & Co.. Esta embarcação foi desmantelada na Horta, perdendo-se um belo exemplar de construção naval, quer pelas suas linhas quer pelo requinte do seu interior.

Quanto à "Atlântida", muito rápida, saiu deste porto creio que para o Continente. A esquerda ainda se podem ver as popas das lanchas da água.

Texto - João Carlos Fraga

Foto - gentilmente cedida pelo Sr. Manuel Rodrigues