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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JOÃO DA NOVA

ex. Ariadne

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Este cargueiro foi adquirido em 1973 pela E.I.N., havia sido construído em 1963 na Alemanha. Em 1974 foi integrado na C.T.M. , e em 1985 comprado pela Transinsular alterando o nome para Manuel de Arriaga. Vendido em 1988 à Tantomar foi novamente vendido no ano seguinte para o estrangeiro com o nome Nile I.

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Deslocamento: 1.165 TAB; 563 TAL;

Dimensões: 82,99 x 12,73 x 4,37 mts

Propulsão: 1 motor diesel de 2 000 s.h.p. - 1 veio = 12 nós

Passageiros: 12

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Croqui e texto - Luís Filipe Silva

Foto cedida pelo Sr. Carlos Monteiro.

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No post anterior é possível ver este navio no Porto da Horta.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SAILING AND CRUISING STORIES - JCF (7)

TAHITI DOUCHE
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Comprimento: 17,00 mts


Boca: 14,00 mts
Tonelagem: 2,67 T

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Projecto: Daniel Charles (belga) para o navegador francês Alain Gliksman.
Estaleiro: Starberry Ltd., Ipswich, Inglaterra
Método de construção – West System
Tipo de aparelho: escuna com mastros, sem brandais nem estais, e velas iguais, normalmente de área modesta, podendo serem içadas velas de proa.
Lançamento: Junho 1980.
Tipo de embarcação: Atlantic Proa ou Prao.
Dois cascos iguais, de secção oval e simétricos no sentido longitudinal.
Sendo de concepção Atlantic, os mastros estão no casco de barlavento, equidistantes das suas extremidades, possuindo este duas tábuas de bolina/lemes colocadas perto das suas proas/popas. O habitáculo e a carga máxima estão neste casco que possui uma saliência, o windward pod, que, para além de aumentar o espaço interior, serve como recurso de flutuação no caso de imprevisto e que o aparelho fique a sotavento. Quanto ao casco deste bordo, normalmente, é reservado para transporte de materiais leves.
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Posto isto, resta dizer que estas embarcações foram concebidas para não virarem de bordo, mas sim mudarem de rumo pela rotação das velas e alteração da configuração das tábuas de bolina/lemes. A que está no que vai passar a ser a popa é arriada completamente, passando o leme, situado na parte superior da mesma, a funcionar. O contrário passa-se com a que está na anterior popa que é subida até ficar só com a tábua de bolina a sair do fundo.
Desenhada para competições oceânicas, a “Tahiti Douche” estreou-se na primeira Course des Almadies ou La Baule/Dakar no Outono de 1980. Arribou à Horta com avarias nas tábuas de bolina/lemes, que foram substituídas, abandonou a prova e, ao que parece, a sua carreira transatlântica, embora tenha navegado mais alguns anos.
Foi o único veleiro deste género que chegou ao nosso porto.

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SOBRE PROAS OU PRAOS
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Estes veleiros têm origem no Pacífico, onde o casco “secundário” estava a barlavento. Daí se falar de Atlantic ou Pacific (ou Flying) proas ou praos.
O arquitecto americano Dick Newick foi o grande impulsionador da versão Atlantic, julgada mais segura.
Embora tenham sido efectuadas grandes viagens nas Pacific/Flying praos durante a colonização do Pacífico, corre entre os estudiosos desta grande civilização oceânica o rumor de que havia a bordo delas armas com que os tripulantes se matavam, uns aos outros, em caso de desastre longe de terra.
Assim Newick escolheu e desenvolveu esta fórmula quando desenhou a “Cheers” que, tripulada por Tom Folltet, ficou em 3ª lugar na geral da Observer Singlehanded Transatlantic Race em 1968.
Com um comprimento de 40’, e apesar das calmarias encontradas na zona dos Açores e de uma noite passada fora da meta esperando melhor visibilidade, a “Cheers” chegou a Newport, R. I:, 28 dias e meio depois de ter largado de Plymouth e sem avarias, num ano em que apenas 19 embarcações conseguiram terminar a prova.
Foi modelo para muitas outras embarcações do género, incluindo a “Tahiti Douche”.

Fotos, Pesquisa e Texto - João Carlos Fraga ©