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domingo, 7 de junho de 2009

H.M.S. ROSE

The Replica

Foi construída no ano de 1970 em Lunenburg - Nova Escócia, com base nos desenhos de construção originais de 1757, encontrados no "National Maritime Museum" em Greenwich. Liderando o projecto esteve o historiador John Fitzhugh Millar.


Infelizmente, como é costume nestes casos, nos primeiros dez anos da sua existência, e por falta de fundos, limitou-se a ser uma atracção turística em Newport - Rhode Island.

Em 1985, já em fase de degradação foi comprada por Kaye Williams, que criou a fundação "H.M.S. Rose Foundation", permitindo assim a recuperação de tão bela "Frigate".

Em 1990 voltava a navegar, sendo certificada no ano seguinte como: "America's first Class-A size Sailing School Vessel", pela Guarda Costeira Americana, tornando-se no maior navio escola dos Estados Unidos.


Em 1996, faz a sua primeira travessia transatlântica, partindo de Boston - Massachusetts no dia 21 de Abril para visitar mais de uma dúzia de portos na Europa.

O mítico porto da Horta, teve o "prazer" de a receber no dia 03 de Maio desse ano, afirmando-se cada vez mais como Rota (quase obrigatória) na travessia do Atlântico.

Em 2001, começou uma nova missão para o H.M.S. Rose, ou seja, desempenhar o papel de H.M.S. Surprise, num dos melhores filmes da actualidade. Protagonizado pelo actor Russel Crowe e com o nome de: "Master and Commander - The Far Side of The World".

Trailer do Filme

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Links:

"HMS" Rose Specifications

Two Ships Named

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Fotos - Alexandre Sequeira

Texto - Luís Correia

Consultor Náutico - João Carlos Fraga

sábado, 23 de maio de 2009

EXERCICIOS NAVAIS - ANOS 40 - II

CARACTERÍSTICAS DOS "Vasos de Guerra"

foto - Revista da Armada (Janeiro de 2009, nº426)

foto - Maurício de Oliveira (Submarinos na Marinha Portuguesa)

No primeiro post, com ajuda do nosso amigo e Investigador Luís Filipe Silva, foi possível identificar a maioria dos navios e todos os submarinos nestas fotos, agora contando também com a sua preciosa ajuda, vamos aprofundar mais um pouco este tema.

CONTRATORPEDEIROS DA CLASSE VOUGA

Pertenciam a esta classe 5 navios, a saber:

VOUGA (V) - D 334 entrou serviço 25 - 01 - 1933 abate 03 - 06 - 1967

LIMA (L) - D 333 entrou serviço 25 - 05 - 1933 abate 16 - 10 - 1965

TEJO (T) - D 335 entrou serviço 04 - 05 - 1932 abate 09 - 02 - 1965

DOURO (DR) - D 332 entrou serviço 16 - 08 - 1935 abate 12 - 1959

DÃO (D) - D 331 entrou serviço 27 - 07 - 1934 abate 29 - 09 - 1960

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Foram construídos os dois primeiros em Inglaterra, nos estaleiros Yarrow, e os restantes na Soc. de Construções Navais em Lisboa. Dois outros construídos em Portugal, foram vendidos à Colômbia após serem completados. Os navios desta classe foram modernizados nos anos cinquenta.

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DESLOCAMENTO: 1588 tons.

DIMENSÕES: 96 x 9,5 x 5,7 metros

ARMAMENTO: 4 peças de 120 mm : 3 de 20 mm; 2 calhas lança bombas; 2 reparos quádruplos. de tubos lança – torpedos;

MINAS: 40

PROPULSÃO: 2 grupos de turbinas a vapor de 33 000 H.P. - 2 veios = 36 nós

GUARNIÇÃO: 184 homens


AVISOS DA CLASSE GONÇALO VELHO
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Pertenciam a esta classe 2 navios, a saber:
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GONÇALO VELHO - F 475 em serviço 1933 - 1961
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GONÇALVES ZARCO - F 476 em serviço 1933 - 1964
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Avisos de segunda classe, construídos em Inglaterra por Hawthorne Leslie para a M.G.P. foram alvo de grandes modificações durante os anos cinquenta. Estes navios serviram essencialmente nas nossas ex. colónias.
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DESLOCAMENTO: 1174 tons.
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DIMENSÕES: 81,5 x 10,8 x 3,5 metros
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ARMAMENTO: 3 peças de 120 mm; 2 de 40 mm;
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PROPULSÃO: 2 turbinas a vapor de 2 000 s.h.p. - 2 veios = 16,5 nós.
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GUARNIÇÃO: 142 homens

AVISO DA CLASSE PEDRO NUNES

Pertenciam a esta classe 2 navios, a saber:

PEDRO NUNES (ex. Infante D. Henrique ) serviço 1935 – 1976

JOÃO DE LISBOA - F 477 serviço 1937 - 1966

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Avisos de segunda classe construídos no Arsenal de Lisboa, após alguns anos sofreram uma modernização, sendo no final da sua carreira transformados em navios hidrográficos ( P.N. ) em 1959 passando a ostentar o número A 528, e ( J.L.) em 1961, com a identificação A 5200 tendo-lhes sido retirado algum armamento (ver navios hidrográficos).

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DESLOCAMENTO (P.N.): 1 017 tons.

(J.L.): 1 217 tons

DIMENSÕES: 70,5 x 10 x 3,1 metros

ARMAMENTO: 2 peças de 120 mm; 4 de 20 mm; 4 morteiros; 2 calhas.

PROPULSÃO: 2 motores diesel MAN de 2400h.p.-2 veios =16,5 nós.

GUARNIÇÃO: 112 a 139 homens

SUBMARINOS CLASSE DELFIM

Pertenciam a esta classe 3 submarinos, a saber:

DELFIM - D entrou serviço 01 - 12 - 1934 abatido 14 - 11 - 1950

ESPADARTE - E entrou serviço 09 - 01 - 1935 abatido 14 - 11 - 1950

GOLFINHO - G entrou serviço 20 - 02 - 1935 abatido 14 - 11 – 1950

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Foram construídos em Inglaterra pelos estaleiros Vickers em Barrow in Furness. Um destes submarinos fez uma viagem a África durante 51 dias, sendo o único navio português deste tipo que a efectuou.

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DESLOCAMENTO: 854 tons. à superfície; 1105 tons. em imersão.

DIMENSÕES: 69,3 x 6,5 x 3,87 metros

ARMAMENTO: 1 peça de 120 mm; 4 tubos lança torpedos a vante e 2 a ré

PROFUNDIDADE: 100 metros

PROPULSÃO: 2 motores de combustão de 2300 h.p. - 2 eléctricos -2 veios

VELOCIDADE: 16,5 nós à superfície, 9,25 em imersão

GUARNIÇÃO: 41 homens

Textos e gravuras - Luís Filipe Silva

domingo, 19 de abril de 2009

EXERCICIOS NAVAIS - ANOS 40

foto - Revista da Armada (Janeiro de 2009, nº426)

Nesta foto é visível da esquerda para a direita: os Submarinos "Delfim", "Golfinho" e "Espadarte". Em segundo plano, quatro contratorpedeiros da classe Vouga, o primeiro é o "Douro - (DR)" e o segundo "Dão - (D)", os outros dois não foi possível identificar. Temos também o aviso de 2ª classe "Gonçalo Velho" (identificado por uma faixa branca horizontal na chaminé, que o distinguia do seu gémeo Gonçalves Zarco).

aviso - era um navio de combate colonial relativamente lento, bem armado, e com grande autonomia. No seu armamento não eram incluídos torpedos. Foram os antecessores das fragatas.



foto - Maurício de Oliveira (Submarinos na Marinha Portuguesa)

Novamente aqui, vemos os mesmos três submarinos e o aviso "Pedro Nunes".

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Agradecimentos:

Ao Sr. Almirante Roque Martins, pela cedência e autorização de uso da 1ª foto.

Ao António Godinho, pela descoberta.

E ao Investigador Luís Filipe Silva, por mais esta

brilhante colaboração, na identificação, nas

explicações e na 2ª foto.

terça-feira, 31 de março de 2009

NAVIOS DA MARINHA DE GUERRA - UPDATE

No seguimento do excelente trabalho do Luís Filipe Silva, publicado neste blog em Outubro e Novembro de 2008, aqui fica mais três fotos dos navios então tratados.

CLASSE SÃO ROQUE

N.R.P. SÃO ROQUE (M401)




N.R.P. RIBEIRA GRANDE (M402)

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CLASSE PONTA DELGADA

N.R.P. HORTA (M406)

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Para recuperar os textos sobre estas duas classes, seguir os links:
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Um agradecimento especial ao Sr. Luís Miguel Correia pela cedência das fotos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

OPERAÇÕES NAVAIS NO ATLÂNTICO II

USS Margaret (SP-527) na Horta em Dezembro de 1917:

Image Credits - Naval Historical Center

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Chegou à Horta em 5 de Dezembro de 1917, rebocado pelo USS Cythera (SP575), depois de uma viagem que deve ter sido épica.A viagem teve início em 18 de Novembro de 1917 nas Bermudas e o seu destino era Gibraltar, com paragem em Ponta Delgada. Durante a travessia tiveram imensos problemas técnicos, acabando por alguns dos navios terem de rebocar outros com mau mar.O grupo era composto por um conjunto de sete iates civis requisitados e convertidos em navios patrulha pela US Navy, mais um caça-submarinos para entregar à França e um monitor, o USS Hanibal.

As curiosidades deste navio são duas:

- era comandado pelo Comandante Frank Fletcher, que se tornaria célebre já como almirante, no comando de forças navais no Pacífico

- trazia a bordo um homem, Raymond D. Borden, que nos permitiu recordar estes momentos (bem como o dos submarinos) com as suas fotos...



Image Credits - Naval Historical Center

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Da pesquisa na Net apenas consegui apurar que foi um navio cheio de avarias.

Depois do conjunto de navios terem chegado à Horta, ele por cá ficou pois estava avariado, enquanto os restantes seguiram para Ponta Delgada e depois Gibraltar.

Em Março de 1918 ainda estava em Ponta Delgada, pois foi nessa altura que o Comandante Fletcher foi rendido no comando do navio.

Eventualmente terá conseguido depois chegar a Gibraltar...

Image Credits - Naval Historical Center

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Comandante Fletcher, comandante do USS Margaret, e o tenente Stuart Greig,comandante do K-6, a bordo deste na Horta. O cão era a mascote do Margaret...


Sobre o USS Margaret:

http://en.wikipedia.org/wiki/USS_Margaret

http://www.history.navy.mil/photos/sh-usn/usnsh-m/sp527.htm


Sobre o Almirante Fletcher:


http://www.ww2pacific.com/fletcher.html


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Pesquisa e texto: António Godinho


Fotos: (US) Naval Historical Center

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

NAVIOS DA MARINHA DE GUERRA IV

CLASSE PONTA DELGADA

Draga - minas costeiros cedidos, à Marinha de Guerra Portuguesa pelos EUA ao abrigo do MDAP.

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DESLOCAMENTO: 370 tons.


DIMENSÕES: 44 x8,2 x 2,43 metros


ARMAMENTO: 1 peça dupla de 20 mm.


PROPULSÃO: 2 motores diesel de 900b.h.p. - 2 veios = 14 nós


GUARNIÇÃO: 40 homens



N.R.P. LAJES - M411
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CRÉDITOS:

Desenho, pesquisa e texto: Luís Filipe Silva

Assim terminamos esta série de 4 posts, um agradecimento especial ao Luís Silva, ao António Godinho e à "Revista da Armada".

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

NAVIOS DA MARINHA DE GUERRA III

Draga - minas costeiros construídos em Portugal, nos estaleiros da CUF, segundo planos da classe inglesa TON. Dois deles foram adquiridos ao abrigo do MDAP. A partir de 1975 operaram como navios de fiscalização da pesca e apoio de mergulhadores.O M 402 alterou o número para A 5207 em 30-11-1992.

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DESLOCAMENTO: 451,9 tons.

DIMENSÕES: 46 x 8,7 x 2,12 metros

ARMAMENTO (final): 1 peça dupla de 20 mm.

PROPULSÃO: 2 motores diesel de 2500 b.h.p. - 2 veios = 15 nós

GUARNIÇÃO: 47 homens

M 404 (Rosário) - Classe São Roque

CRÉDITOS:

Desenho, pesquisa e texto: Luís Filipe Silva

Foto: Revista da Armada, nº352 - Abril 2002

sábado, 1 de novembro de 2008

NAVIOS DA MARINHA DE GUERRA II

CLASSE SÃO JORGE

Draga - minas oceânicos, construídos e cedidos a Portugal pelos Estados Unidos, ao abrigo do MDAP. O navio S. JORGE funcionou mais tarde como navio - hidrográfico.

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DESLOCAMENTO: 780 tons.


DIMENSÕES: 52 x 10,64 x 3,16 metros


ARMAMENTO: 1 peça de 40 mm


PROPULSÃO: 2 motores diesel de 1600 b.h.p. - 2 veios = 13,5 nós


GUARNIÇÃO: 71 homens



N.R.P. Corvo

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CRÉDITOS:

Desenho, pesquisa e texto: Luís Filipe Silva

Foto: Revista da Armada, nº 352 - Abril 2002

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

NAVIOS DA MARINHA DE GUERRA

Hoje damos inicio a uma série de 4 posts, abrangendo uma área diferente mas muito interessante, fruto de um excelente trabalho de pesquisa. Tal como o título indica, trata-se de navios, mas com a particularidade de pertencerem a Classes e de terem Nomes que nos dizem muito enquanto Açorianos.

CLASSE FAIAL


Navios das classe Isles, Tree e Dance, foram construídos em Inglaterra pelos estaleiros Cook Welton & Gemmel em 1942 o P 1, Ferguson Bros. em 1940 o P 2, Cook Welton & Gemmel em 1942 os P3 e P 4, John Crown & Son em 1943 o P 7, e Flemming & Ferguson em 1942 o P 8. Os quatro primeiros foram emprestados a Portugal em 8-10-1943, para servirem nos Açores. No fim da guerra, foram adquiridos pela Armada. O P 7 e o P 8 foram aumentados ao efectivo em 7-10-1943 e efectuaram patrulhas na costa continental, sendo devolvidos em 1944. Os navios tiveram inicialmente a classificação de navios-patrulha, e depois draga-minas e a seguir caça-minas. Foram abatidos: P 1 em 13-3-1953, P 2 em 27-3-1967, o P 3 em 26-4-1951, e o P 4 perdeu-se por encalhe em Peniche, sendo abatido em 15-4-1971.

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S.Miguel - M403 - ex. (M) ex. P1, - ex Bruray (T236)

Faial - M391, ex. M401, - ex. (F) ex P2, - ex Mangrove (T112)

Terceira - M393, ex. M402, - ex. (T) ex. P3, - ex Hayling (T271)

Santa Maria - M392, ex. M404, - ex. (MR) ex. P4, - ex. Walsay (T293)

P7 - ex. Gruinard (T239)

P8 - ex. Eriskay (T217)

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DESLOCAMENTO: 780 tons

DIMENSÕES: 50,00 x 8,40 x 4,10 metros


ARMAMENTO (P 1 e P 3): 1 peça de 76 mm; 1 de 20 mm; 2 metr. de 7,7 mm; 2 foguetes antiaéreos; 2 morteiros anti-submarinos; 2 calhas lança - bombas A/S ; minas.

PROPULSÃO: 1 máquina de T.E. - 1 veio =13 nós

GUARNIÇÃO: 52 homens

M402 (Terceira) - Classe Faial

P5/P6

P5 ex. Cape Portland P6 ex. Vascama

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Arastões requisitados pela armada inglesa, foram construídos nos estaleiros Cochrane & Son, em 1936 e 1935. Cedidos por empréstimo pelo Governo Inglês a Portugal, entre 7- 10-1943 e 8-8-1944, destinaram-se a patrulhar as águas dos Açores.


DESLOCAMENTO: 570 tons. standart
DIMENSÕES: 51,72 x 8,41 x 5,34 metros
ARMAMENTO (P 5 e P 6): 1 peça de 101 mm; 2 peças de 20 mm; 4 metralhadoras; 4 morteiros lança - bombas de profundidade; 2 calhas lança - bombas.
PROPULSÃO: 1 máquina a vapor de 850 i.h.p. - 1 veio
VELOCIDADE: 12 nós

CRÉDITOS:


Desenho, pesquisa e texto: Luís Filipe Silva


Foto: Revista da Armada, nº 421 - Julho 2008